quarta-feira, 20 de agosto de 2008

CARRO REBAIXADO













O projeto de um automóvel assegura todas as possibilidades de uso, portanto se você quiser alterar algum componente é preciso muita cautela para não comprometer a carroceria e principalmente a dirigibilidade. Nos carros rebaixados, por exemplo, o método mais utilizado é o corte das molas. Outra opção seria a compressão ou o destemperamento das molas. Em qualquer dos casos, essa prática diminui o curso dos amortecedores e, conseqüentemente, a vida útil de todos os componentes da suspensão. Já existem amortecedores e molas especiais para essa finalidade, mas o custo é elevado e o tempo de instalação é demorado.






A tendência é que um carro rebaixado tenha mais estabilidade, já que o centro de gravidade também fica mais baixo, porém o conforto fica comprometido. A suspensão original dos carros é a que sempre entrega o melhor equilíbrio entre estabilidade e conforto. Outro ponto a ser destacado em carros rebaixados é a integridade da carroceria. De acordo com a Dana, fabricante de sistemas automotivos, o risco mais sério é a possibilidade de trincas e rachaduras no monobloco, principalmente nas áreas próximas às torres dos amortecedores. Atualmente, o rebaixamento da suspensão é uma pratica legalizada. Entrou em vigor no dia 1º de maio a resolução 262 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). Embora não especifique quais tipos de modificação poderão ser feitas, a resolução não permite o uso de molas com regulagem de altura. Deste modo, não estão homologados os sistemas com rosca e a ar. Quem quiser alterar a altura do veículo, seja levantar ou rebaixar, deve levar o carro para uma inspeção que avaliará a modificação. Essa inspeção só pode ser realizada em local cadastrado pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro).

Após aprovada a alteração, será emitido o Certificado de Segurança Veicular (CSV). Depois disso, é preciso levar o veículo ao Departamento de Trânsito (Detran) para acrescentar ao documento a inscrição "medida verticalmente do solo ao ponto do farol baixo do veículo", como consta na nova resolução. Vale lembrar que ao efetuar as manutenções na suspensão o ideal é substituir uma peça por outra da mesma marca.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Álcool + Direção = Crime




A nova lei de trânsito entrou em vigor no dia 20 de junho. Desde então esta sendo considerado crime conduzir veículos com qualquer teor de álcool no organismo. A infração, para quem não cumprir a lei, esta sendo considerada gravíssima, prevê suspensão da carteira de habilitação por uma ano, alem de multa.
Segundo a Lei 11.705, a partir do limite de dois decigramas de álcool por litro de sangue para os motorista, a pessoa será multada em R$ 957,00 perde a carteira e tem o carro apreendido.
Acima de 6 decigramas – equivalente a uma lata de cerveja -, é crime com pena de até três anos de prisão.
A lei seca, como passou a ser chamada, causa polemica. Enquanto donos de bares e restaurantes reclamam da queda no movimento, taxistas comemoram o aumento no número de corridas, principalmente de madrugada. Mas poucos dias após a lei entrar em vigor foi nos hospitais que começaram a aparecer os resultados da Lei Seca. O número de atendimentos por traumas já diminuiu em alguns hospitais.
Tire suas dúvidas em relação a nova lei:

O motorista é obrigado a fazer o teste do bafômetro?
Não. Segundo a Constituição, ninguém é obrigado a produzir provas contra si. Mas a autoridade pode encaminhar o motorista, caso se recuse a fazer o teste, ao Instituto Medico Legal, para fazer exames clínicos.
O motorista ainda pode ser preso em flagrante por desobediência.

Quanto tempo o álcool permanece no sangue após o consumo?
Uma taça de vinho demora certa de 3 horas para ser eliminada pelo organismo.
Uma lata de cerveja, cerca de 4 horas.
Ambas as quantias já são flagradas no exame do bafômetro.


Margens de tolerância
Dosagem: até 2 dg/l sangue; ou 0.1mg/l de ar expelido dos pulmões:
Punição: multa de R$ 957,00 e suspensão do direito de dirigir por 12 meses.

Dosagem: de 6dg/l de sangue em diante; ou 0,3mg/l de ar expelido dos pulmões em diante:
Punição: detenção de seis meses a três anos, multa e suspensão ou proibição de se obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

MOLAS ESPIRAIS



Responsáveis pela sustentação do peso do carro, passageiros e bagagem, absorvem as irregularidades dos terrenos, uma vez que interligar a parte suspensa do carro com a suspensão. A mola é construída em aço especial na maioria delas em forma elástica espiral. Com o veiculo em movimento todas as oscilações da pista são absorvidas pela mola. Sendo assim, uma lombada causa o fechamento (a mola absorve energia) enquanto que um buraco provoca abertura. A energia causada no fechamento ao ser liberada será controlada pelo amortecedor, suavizando assim os movimentos de retorno recebidos pela suspensão. Desta forma, se as molas não estiverem em boas condições de uso, o conforto, estabilidade e segurança ficam seriamente comprometidas.


terça-feira, 5 de agosto de 2008

Dicas para aumentar a segurança e a vida útil do pneu




Os pneus são importantes componentes de um veículo e seu estado de conservação é fundamental para a segurança.
Os pneus tem grande responsabilidade pela sensação de conforto ao dirigir. A sua vida útil varia de acordo com a marca e modelo, condições de pavimento onde é utilizado, características de condução do motorista, manutenção e estado de conservação mecânica de cada veículo.
Segundo especialistas, é importante verificar os pneus regularmente, pelo menos uma vez por mês; procurando sinais de dano ou desgaste.
Confira algumas medidas que devem ser tomadas para garantir segurança e boa conservação dos pneus:


Calibragem





A calibragem dos pneus (inclusive estepe) deve ser feita a cada 15 dias, sempre com os pneus frios e a pressão correta deve ser indicada pelo fabricante do veículo.
Pressões abaixo do recomendado afetam diretamente a estabilidade do veículo, assim como aceleram o desgaste dos pneus, aumentam o consumo de combustível do veículo; alem do risco de acidentes nos flancos (parte lateral dos pneus) ao ter contato com algum obstáculo ou buraco.
Pressão em excesso também é prejudicial, pois a parte central do pneu tem contato com o solo, causando um rápido desgaste e perda da estabilidade em curvas.



Rodízio de pneus





O rodízio é a inversão da posição dos pneus. Serve para compensar a diferença do desgaste dos pneus, permitindo mais durabilidade e eficiência; alem de proporcionar melhor estabilidade, especialmente em curvas e freadas. Normalmente, o rodízio é feito a cada 10 mil quilômetros rodados; porem o ideal é seguir a recomendação do fabricante, tato na quilometragem quanto na disposição dos pneus.


Alinhamento de rodas








Cada veículo tem uma especificação apropriada para alinhamento das rodas. Se o alinhamento das rodas não estiver dentro desta especificação, os pneus desgastam-se desigualmente, tornando-os inseguros e causando consumo de combustível maior. Um veículo com as rodas desalinhadas, ao trafegar em linha reta “puxa” para um dos lados.



Balanceamento de rodas




Rodas corretamente balanceadas ajudam a diminuir o desgaste desigual e estender a vida útil dos pneus. Os pneus e as rodas devem ser balanceados quando for feito rodízio de pneus, quando surgirem trepidações (vibrações) ou após a colocação de pneus novos. Desbalanceamento das rodas, alem de desconforto ao dirigir, causa perda de tração, de estabilidade, desgastes acentuados em componentes mecânicos e no próprio pneu.




Verificação do desgaste




Observe periodicamente o indicador de desgaste da rodagem, que existe em todo pneu e mostra o limite certo para efetuar a troca. O desgaste máximo do pneu (limite de segurança) é de 1.6mm de profundidade dos sulcos. Abaixo dessa medida, o pneu já passa a ser considerado “careca” e representa um grande perigo ao motorista; pois não garante a frenagem correta, não segura o carro nas curvas e, em pisos molhados, o risco de aquaplanagem torna-se maior.
A resolução 558/80 do Contran (Conselho Nacional de Trânsito) estabelece que trafegar com pneus abaixo do limite e ilegal e o veiculo pode ser apreendido.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Dicas de segurança

Dirigir cansado pode ser fatal!!!

Sonolência ao dirigir é um grave problema de segurança que pode causar acidentes. Dirigir excessivamente sem descanso diminui a oxigenação do organismo; causando perda de concentração e sono; que podem resultar em perda do controle do veículo e acidentes.
De acordo com um estudo realizado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), em marco de 2008, entre 27% e 32% dos acidentes de trânsito no mundo são provocados por motoristas que dormem na direção.
A sonolência diminui a capacidade de dirigir; afinal cada um possui a própria necessidade de descanso e sono.
Normalmente, as pessoas dormem menos do que precisam devido ao excesso de horas trabalhadas ou por algum distúrbio do sono e acreditam que podem controlar o cansaço utilizando café ou anfetaminas; porém o motorista pode cochilar sem perceber e causar um grave acidente.



SINAIS de sonolência

Dificuldade de concentração;
Dificuldade em manter olhos abertos;
Bocejos;
Dificuldade para enxergar e as imagens ficam desfocadas;
Pensamentos ficam vagos e desconexos;
Pequenos desligamentos, com desvio na trajetória do veículo.




DICAS PARA COMBATER O SONO

Antes de viajar procure dormir bem e descansar;
Evite dirigir mais que 8 horas por dia;
Descanse 15 minutos a cada 2 horas de direção;
Durante a viagem consuma alimentos leves;
Evite viajar sozinho;
Reveze a direção com outro motorista;
Ao sentir-se cansado, pare em um local seguro e descanse;
Não utilize medicamentos que afetem os sentidos;
Não consuma bebidas alcoólicas.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Conhecendo o CATALISADOR




O catalisador é obrigatório desde a década de 90 e passou a ser um dos itens analisados pela inspeção veicular. Selecionamos algumas duvidas comuns sobre catalisador e trazemos a seguir importantes esclarecimentos.

De que é formado o catalisador?
O catalisador tem como componentes manta e cerâmica. Seu processo de fabricação é todo automatizado. O catalisador é uma peça que contem materiais nobres. Peças de origem duvidosa custam menos que as originais, mas não funciona como sua verdadeira finalidade.

Qual prazo recomendado para a troca de peça?
Os fabricantes recomendam que a peça original, instalada na montagem da produção de veículo novo, seja substituída com 80 mil km. Já as peças de reposição, segundo a Resolução do Conselho Nacional de Meio Ambiente (conama), nº 282/2001 tem durabilidade mínima de 40 mil km, quando então devem ser substituídas.

Cada modelo de veículo necessita de uma catalisador especifico?
Sim, o catalisador deve ser especifico, com volume próprio de conversão. Um conversor catalítico inadequado compromete a conversão de gases ofensivos em gases inofensivos e água.

Como saber se o carro esta emitindo o nível de poluentes de acordo coma legislação?
Erga o carro em um elevador. Em uma checagem rápida já é possível verificar se há sinais de batida na peça. Outra forma é balançar o catalisador. Se ele fizer ruído podem existir partes soltas do componente. Mas, somente uma análise de gases realizada por equipamentos especializados constatara que o catalisador não esta funcionando. Outro método utilizado é a diferença de temperatura medida nos cones com o termômetro infravermelho. A análise deve ser feita por profissionais especializados em oficina de confiança.

Combustível ruim encurta a vida do catalisador?
Sim. O catalisador tem a vida útil que pode ser encurtada por causa de vários fatores. A peça pode ser danificada pelo uso de combustíveis de ma qualidade, alteração no lubrificante do motor, furos no sistema de escapamento (na parte localizada antes do catalisador) ou choques mecânicos e batidas. Também interfere no sistema de entrada de água na tabulação, a limpeza de bicos injetores com produtos químicos não recomendados pelo fabricante, desgaste excessivo dos componentes internos do motor e a modificação no escapamento original. A peça ainda pode trincar, quebrar, entupir e a cerâmica pode derreter. Nestes casos, a troca deve ser imediata.

Quais os procedimentos importantes para avaliação no momento da aplicação dos catalisadores?
Verifique a qualidade do combustível; verifique o sistema de injeção para evitar que o combustível vá para o interior do catalisador não danificado a manta; mantenha toda a parte elétrica sempre revisada; não coloque aditivos no combustível ou no óleo lubrificante; não permita a entrada de água pela ponteira quando o escapamento estiver aquecido.

terça-feira, 3 de junho de 2008

Aprenda com os erros dos outros

Errar é humano, aprender com os erros dos outros é divino. Assim deveria ser o provérbio, já que nos pouparia muito tempo, o que no balcão de autopeças também significa dinheiro.
Vejamos um exemplo recente. Na segunda etapa da Copa Nextel Stock Car, no dia 4 de maio, no Autódromo Nelson Piquet, em Brasília, presenciamos uma situação e que o erro de uma pessoa prejudicou 34 competidores e determinou o resultado da corrida.
O diretor da prova e os comissários esportivos funcionam como bandeirinhas, cobrando dos pilotos o cumprimento das regras técnicas e de conduta. Uma dessas regras se referia a abertura para o pit stop, que apesar de definida para um determinado momento da prova, acabou sendo alterada e sinalizada durante a corrida. O efeito disso foi drástico para os 34 que corriam a uma velocidade próxima aos 180km por hora. Muitos pilotos pararam e outras equipes se aproveitaram do erro para ganhar posição.
Quebrar um procedimento nesse caso provocou um equívoco e nos mostrou que um mesmo diretor de prova capacitado e com muita experiência esta sujeito ao erro.
E nos podemos aprender pela simples observação, registrando o ocorrido para evitá-lo, já que, aprender pelos nossos próprios erros é caro em todos os sentidos. Alem do prejuízo financeiro, pode nos custar auto-estima, amor próprio e ate a frustração de não atingir um sonho. Lembre-se da fábula da cigarra que só entendeu porque as formigas trabalharam arduamente durante o verão para estocar comida depois de enfrentar a fome e o frio do inverno.
Um caminho nada fácil e que poderia ser evitado.
Como piloto, aprendo muito com os erros dos outros, porque me servem de lição. Um balconista que não da atenção ao cliente e não fornece a peça adequada prejudica a sua venda, porque insistiu em um erro que ele certamente já presenciou com um colega ou, ainda, como cliente. E há outros erros no dia-a-dia do balcão e que envolvem a venda de autopeças, como desconhecer o processo de decisão do cliente e forçar a compra rápida. Ser passivo na negociação ou ignorar as necessidades do cliente e sazonalidades da venda no balcão de autopeças. Outro erro tem sido abordado constantemente nessa coluna, que é não trabalhar em equipe. Assim, você perde o referencial de crescimento e desconhece o que é ajuda mútua.
Enfim, nas pistas ou no balcão de autopeças, a visa é um eterno aprendizado, e é com atenção e disposição para fazer bem o seu trabalho, e observando o seu redor, que você aprendera a evitar erros.